terça-feira, 1 de março de 2016

Não suporto mais!


Uma quantidade enorme de pessoas encontra-se em desespero, não aquele silencioso que citou Thoreau, mas um desespero declarado, gritado aos quatro ventos.

A humanidade chora sua dor, acumulada em milênios de inconsciência. Debate-se em um processo de catarse coletiva que se expressa na forma de doenças físicas, ansiedade, depressão, dificuldades financeiras e solidão. 

É bom chorar. Quando as lágrimas secarem, será mais fácil enxergar que chegou o momento de render-se, de parar de resistir ao fato de que criamos nossa própria realidade como indivíduos e como coletividade; que não somos vítimas, que somos cocriadores.

Admitir o desespero já é um grande passo em direção à cura. Só podemos mudar uma realidade quando sabemos onde estamos e para onde queremos ir. Não há viagens cegas quando se trata de crescimento.

Entenda que o desespero é uma reação do ego. É o último estertor, a derradeira tentativa de mostrar que ele está ali, presente. O ego não solta o osso, não quer perder o controle. Quer que as coisas sejam da maneira que idealizou. Quando isso não acontece, começa a espernear: “Não suporto mais!” Será?

A capacidade humana de tolerar sofrimento é muito grande, amigos, e não deve ser subestimada. Basta pesquisar o que acontece num campo de refugiados ou de concentração, num país miserável povoado por crianças esquálidas, numa zona de guerra. Ou pode-se visitar um hospital no setor de tratamentos paliativos para o câncer. É bem instrutivo. Há muita dor e sofrimento nesses locais.

A dor é uma reação física a um estímulo nocivo. Faz parte do sistema de alerta de qualquer organismo. Quebrou a perna, vai doer. Já o sofrimento é uma dor psicológica, que vem da identificação com o ego, com a história pessoal que contamos a nós mesmos diariamente. A pessoa quebrou a perna e sofre porque se sente limitada. Viu a diferença?

O ego não vê os fatos apenas como são, mas os interpreta conforme suas crenças. 

O sofrimento vem da sensação de perda, seja qual for ela: da saúde, da juventude, da beleza física, do dinheiro, da posição social ou de alguém que amamos.

Quando compreendemos que tudo isso pelo qual sofremos é transitório, é efêmero, deixamos de sofrer. É instantâneo. Isso acontece em milésimos de segundos. Não é uma meta distante. Está ao alcance de todos. Basta decidir e sentir. 

Quem diz que não consegue sentir é porque está sob domínio do ego.O coração tem um campo magnético muito superior ao do cérebro. Portanto, não é por falta de equipamento que não vamos sentir. Basta tirar o foco do pensamento e colocar no peito. Ali habita a nossa verdadeira força.

Quando soltamos tudo o que é passageiro, deixamos de ser sobreviventes. Passamos a viver em fluxo com a vida e receber tudo o que nos é de direito, herdado por nossa condição divina.

Soltar é uma arte. Não é um luxo, nem utópico. É uma necessidade, é viável. Se uma pessoa conseguiu é porque é possível para todas.

O desespero é a sensação de que não há mais para onde correr. É o fim da linha para o sofredor. Cerca de 20 milhões de pessoas tentam o suicídio todos os anos, na esperança de acabar com o sofrimento. Quase um milhão delas consegue interromper sua manifestação na matéria, mas não é tão bem sucedida em interromper a vida. São duas coisas completamente diferentes. 

Destruir o corpo não acaba com a consciência, que é eterna. Tentar por aí acrescenta mais dor em quem vai, além de trazer sofrimento para quem fica. Sem falar no suicídio lento, bem mais comum, que vemos na forma de agressões ao corpo por má alimentação, abuso de drogas, endividamento, etc. São apenas graus diferentes do mesmo problema: Ignorância e Resistência.

Acabar com o sofrimento só será possível quando o ego for completamente integrado à sua essência divina e imortal, quando passar a servi-la e não tentar controlá-la. Isso pode ser feito aqui e agora ou daqui a milênios. É puramente uma questão de escolha, de livre-arbítrio, e em última instância, de quanto cada um é capaz de suportar sofrimento e adiar a felicidade.

A ignorância de quem somos e da realidade última é a causa de tanto sofrimento. Quem já conhece, pelo menos teoricamente esta verdade deixa de ser inocente e passa a ser responsável pelo que vai fazer com esta informação. Usará em benefício próprio, passará para frente?

Filosofar é bom, mas agir é melhor. 

Curtir é humano, compartilhar é divino. Seja o que for.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Paradigma


Paradigma é um conjunto de crenças, um modelo da realidade que é aceito pela maioria das pessoas. Esse modelo funciona como verdadeiros óculos com que enxergamos a realidade. Em última análise é o paradigma que determina nossa forma de pensar, avaliar e agir, mesmo que não saibamos disso. 

Por ser transmitido culturalmente, de geração a geração, perpetua a maneira como a sociedade funciona na prática. 

Geralmente não nos damos conta dos paradigmas que orientam nossas vidas. Eles são como programas rodando sem nosso conhecimento. Como não questionamos o modelo aprendido na infância e que é reforçado ao longo da vida pelo sistema científico, educacional e religioso fica muito difícil mudar um paradigma quando este não atende mais às necessidades de uma população. 

O paradigma que rege a imensa maioria das pessoas no momento é o paradigma materialista ou newtoniano-cartesiano, que surgiu com o nascimento da ciência e vigora há mais de trezentos anos. Ele se caracteriza por ser: 

1) Materialista: já que considera a matéria como base de tudo que existe. 

2) Dualista: já que divide o homem em duas partes distintas e totalmente independentes, o corpo e a mente. 

3) Reducionista: pois reduz o funcionamento do homem e de todo Universo à mera interação entre átomos e moléculas. 

4) Mecanicista: por conceber o Universo como uma máquina, um imenso mecanismo semelhante às engrenagens de um relógio. 

O materialismo propõe que tudo o que existe nasce da interação entre as partículas elementares que constituem os átomos que formam a matéria. A isso chamamos causação ascendente, que no ser humano seria assim: 

As partículas elementares (prótons, nêutrons e elétrons) formam os átomos, 

Os átomos formam as moléculas, 

As moléculas formam as células do corpo, 

As células (neurônios) formam o cérebro, 

O cérebro gera a consciência. 

Logo, segundo o materialismo, a consciência de um ser humano é meramente o resultado da atividade do cérebro, um epifenômeno. É por essa razão que a maioria das pessoas ainda acredita que uma pessoa em coma está inconsciente. Se o cérebro está com problema, a consciência é perdida. O materialismo insiste em afirmar que tudo o que pensamos, sentimos, acreditamos e valorizamos na vida não passa de mera função cerebral, resultado da atividade dos neurônios. 

O pesquisador Charles Tart, em seu excelente livro “O Fim do Materialismo” relaciona as características do paradigma materialista que: 

-Aceita a matéria como a realidade última. 

-Acredita que o Universo é controlado por leis físicas imutáveis e pelo acaso absoluto. 

-Insiste que o Universo não tem um principio criador, nenhum propósito ou sentido. 

-Todas as ideias sobre divindade e espíritos são ilusões e superstições. 

-A vida e a consciência são decorrentes de processos físicos e casuais. 

-Nossas ferramentas para interagir com o meio são apenas os cinco sentidos e a razão. 

-O livre-arbítrio é uma ilusão, pois somos seres condicionados por leis biológicas. 

-Nossa identidade se define pelo corpo físico e pelo ego. 

-Estamos separados totalmente dos demais indivíduos e seres, 

-Os que nos agradam, pensam como nós ou nos ajudam a evitar o sofrimento são nossos amigos. Aqueles que nos fazem sofrer, que pensam diferente de nós ou não nos permitem que sintamos prazer são nossos inimigos. 

-Privilegia o individualismo, a competição e a luta. 

-Não aceita que existe vida após a morte. 

- Não aceita que existam seres não físicos (almas, espíritos, etc.) 

Como podem ver é o paradigma do EGO. 

Segundo o materialismo, você é apenas matéria, que surgiu no Universo por puro acaso, pela combinação de alguns elementos químicos. Não há nenhum sentido, nem propósito em sua vida. Qualquer noção de espiritualidade é construção do seu cérebro para não se sentir tão só e desamparado. Você é uma máquina controlada pelos genes e pelas leis da matéria. Por isso não há como mudar o seu destino. Está tudo determinado. 

Só existe aquilo que pode captar com os cinco sentidos. Se não vemos “espíritos”, então eles não existem. O que não pode ser medido e avaliado pelo método científico da experimentação também não existe. Se pensarmos diferente, seremos ridicularizados e condenados. 

A única forma de entender o mundo é através da razão. Se você não entende algo, ele não é real. 

Você é apenas um corpo e a noção de quem é (ego). Não há nada oculto no comando. 

Você é um ser finito, já que com a morte perderá o corpo e a consciência. Portanto, pode fazer qualquer coisa ou deixar de fazer, é indiferente. Vai desaparecer, mesmo! 

Somos os únicos seres com consciência no planeta, por isso somos a “cereja do bolo”. Podemos dominar e explorar a natureza, que existe só para nos servir. Animais não têm consciência, nem sentimentos. São apenas comida, cobaias de laboratório e diversão. 

Como pessoas, somos separadas umas das outras. Por isso, podemos competir por mais recursos, guerrear e explorar uns aos outros. 

Percebeu o alcance desse paradigma? Para ter ideia do tamanho do problema, basta dizer que fazem parte dessa linha de pensamento todas as ciências clássicas como física, química, biologia, medicina, psicologia, economia, sociologia, e assim por diante. É um paradigma que se baseia na ciência, mas uma ciência voltada para servir o ego: setenta por cento da produção científica do mundo é destinada à indústria da guerra. 

Compreende porque, apesar do progresso tecnológico, a atuação do materialismo é limitada e não atende mais às necessidades dos humanos e dos outros seres do planeta? Está claro porque não conseguiremos resolver os principais problemas da humanidade usando um modelo que privilegia a matéria e anula o espírito? 

Mas, felizmente, há um novo paradigma surgindo entre nós: o paradigma quântico ou sistêmico. Com o desenvolvimento da teoria da relatividade de Einstein e principalmente da mecânica quântica há cem anos, partimos agora para uma visão holística (ou sistêmica) do mundo, onde tudo se integra. Mais adiante vou abordar os principais achados da mecânica quântica. 

Nesse modelo da realidade não há mais separação. Sua mente e seu corpo; você e o outro; o homem e o Universo são entendidos como uma unidade, podendo se inter-relacionar e se influenciar instantaneamente através de conexões mais rápidas que a velocidade da luz. 

Charles Tart relaciona os principais aspectos do paradigma quântico: 

-Aceita a consciência como realidade última. 

-Entende que o Universo foi criado e é mantido por um poder inteligente, uma intenção organizadora que está em evolução. 

-Nossas ferramentas para interagir com o meio são os cinco sentidos, a razão, a intuição e os poderes paranormais (psi) 

-Existe livre-arbítrio. 

-Nossa identidade se constitui de corpo, mente e alma. 

-Estamos todos entrelaçados, por isso não faz sentido algum pensarmos em termos de inimigos. 

-Privilegia a solidariedade, a cooperação e a união. 

-Aceita que exista vida após a morte física. 

-Aceita a existência de seres não físicos (almas, espíritos, etc.) em processo de evolução. 

Este é o paradigma da CENTELHA DIVINA. 

Segundo o paradigma quântico, você é uma consciências eterna. Foi emanado intencionalmente por um princípio cósmico inteligente e organizador. Há propósito e sentido em sua vida. Está vivendo agora uma experiência material com finalidade evolutiva. Isso também acontece com os outros seres que coabitam o planeta. Todos eles têm consciência e evoluem assim como nós e merecem nosso respeito. 

Você pode fazer escolhas e mudar sua realidade pelo poder da consciência focada e alinhada à Inteligência Cósmica. 

Nada está determinado. Todas as possibilidades estão em aberto. Não estamos sozinhos. Somos acompanhados por seres não físicos que estão próximos a nós por afinidade vibracional. 

Você pode interagir com outras pessoas e com o Todo através da intuição e de poderes naturais como visão remota, telepatia, telecinesia, etc. 

Por estar entrelaçado com todos e com tudo, não faz sentido competir, dominar, guerrear ou explorar. Fazer isso seria como “dar um tiro no próprio pé.” 

Com qual das duas visões o seu coração se identificou? 

O paradigma quântico começa a despontar, lentamente, entre alguns cientistas de vanguarda e mesmo entre o público em geral. O termo física quântica tornou-se popular. É usado com frequência em muitas publicações e seus princípios servem como base para impulsionar uma nova versão mais coerente das ciências clássicas: a nova física, nova química, nova medicina, a nova economia, e assim por diante. 

O modelo quântico da realidade ainda não é aceito no meio científico oficial, mesmo tendo como base a física moderna e outras disciplinas de fronteira. Pelo contrário, é visto com muito preconceito pelos acadêmicos, tratado como charlatanismo ou pseudociência. Isso já era esperado, pois tudo o que tem potencial para mudar uma civilização causa muita resistência, no início. Toda resistência é fruto da negação da realidade e do medo de perder o poder, característica marcante do ego. 

Uma nova ideia evolui assim: primeiro é ignorada ou ridicularizada; depois é combatida ferozmente e, por fim, aceita. Estamos ainda na primeira fase. Portanto é uma questão de tempo para que o novo paradigma seja totalmente implantado. 

Para adotar o paradigma quântico em todo o planeta, teremos de rever toda a base que sustenta as nossas escolhas, relações e comportamentos; e isso não é nada confortável, nem conveniente para alguns. Mas terá de ser feito mais dia, menos dia. Por que não agora?

+Mabel Cristina Dias 
www.mabelcristinadias.com.br

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Atenção ao que entra e sai de você.


Atenção ao que entra e sai de você.

Só existe um fluxo de bem-estar e abundância no Universo. Você pode aceitá-lo ou rejeitá-lo.
Perceba como está se sentindo. Essa será a melhor forma de saber qual está sendo a sua escolha neste momento.
Muitas vezes você não consegue o que deseja porque está fixado (a) em um padrão de vibração incoerente com seu desejo.
A única coisa que precisa fazer é, lenta e gradualmente, renunciar aos pensamentos e sentimentos negativos que se habituou a cultivar (raiva, frustração, culpa, intolerância, etc.).
Isso inclui a atenção que você dá às notícias ruins nas mídias. 
Se você não tem ainda centramento e neutralidade suficientes para não se deixar afetar negativamente, evite-as completamente. 
Não se trata de alienação e sim de proteger o seu campo.
Lembre: alimento não é só o que entra pela boca.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Colhemos escolhas




Compreendi que colhemos da vida o resultado de nossas escolhas conscientes e, principalmente, inconscientes. Que o tipo de vibração que emanamos para o Universo determina o que recebemos de volta, em todas as áreas. 
Foi libertador saber que não somos vítimas de nada ou ninguém, apenas da nossa ignorância temporária sobre estas questões. Que podemos mudar o curso de nossas vidas quando vivenciamos dia-a-dia tais princípios da criação. 
Entender e aceitar como funciona a realidade fez toda a diferença para mim, assim como fará para você. Estou certa disso.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Como saber quem está no comando: o ego ou a Centelha Divina?



A iluminação espiritual é um processo de expansão da consciência individual, que passa a reconhecer sua origem e sua ligação absoluta com o Todo.

Há em cada pessoa dois aspectos do ser. O ego, que é um falso e temporário eu, identificado com o nome, o corpo, os pensamentos, a profissão, as memórias e as crenças aprendidas. E a Centelha Divina (ou essência) que é o verdadeiro Eu, conectado à Inteligência Cósmica. 

Uma das perguntas que mais recebo em relação à iluminação é: “Como saber se é o meu ego ou a minha essência quem está predominando na minha vida e nas minhas escolhas? 
Simples, pelo nível de paz que vivencia a cada instante. Em última instância esse é o marcador mais importante de quem é movido pela Centelha Divina. Já quem é movido pelo ego experimenta angústia, ansiedade e medo em algum nível. 

Enquanto não se rende ao fato de ser uno com o Todo, o que você pode fazer na prática, para ter mais paz?

1.Evite confrontos e discussões. O ego quer sempre ter razão e ficar com a última palavra.

2. Evite competir com os outros e consigo mesmo. O ego adora ser o primeiro em tudo. Pode evoluir e crescer sem a pressão de se manter no topo.

3. Aceite a realidade como ela se apresenta. Se quiser modificá-la, precisará manter a vibração da serenidade.

4. Evite preocupações. Faça sua parte com alegria e confie na sua conexão com o Todo. Você nunca esteve separado Dele.

5. Não queira agradar aos outros. Faça sempre o que é bom para você e assuma suas escolhas. Sem culpa. 

7. Evite dar prazos irreais e colocar pressão sobre o que quer. Nada afastará mais o que deseja criar que usar o tempo como inimigo. Faça as pazes com o fluxo da Vida.

8. Desapegue-se. De tudo e de todos. Solte a necessidade de ter, ser e fazer qualquer coisa. Paradoxalmente, ao soltar a necessidade atrairá aquilo que ansiava desesperadamente no passado.

9. Medite diariamente. Silenciar a voz e os pensamentos trará paz, conforme persiste na prática.

10. Tenha contato diário coma Natureza. Valem animais de estimação, árvores, lagos, praia, vasinho na janela. A natureza transpira paz e vai contagiar você.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Centro da Criação


Para o Universo só existe você como centro da criação. Compartilhamos todos de uma mesma realidade em comum, de forma pré-acordada, para podermos expressar a liberdade de quem somos. Mas em última instância, cada um cria seu próprio mundo.


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Coroa: Poder, autoridade moral, honestidade, honra, vitória, respeitabilidade

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Fidelidade




A fabulosa Frida Kahlo teria dito a seu marido Diego Rivera que não esperava dele fidelidade, lhe bastava a lealdade. 

Analisando apenas o conteúdo e não a veracidade do episódio, vou entrar no terreno lamacento do tabu.

Os relacionamentos da maioria das pessoas baseiam-se no conceito de fidelidade. Isso é bem visível nos relacionamentos românticos onde a tentativa de posse sobre o outro se faz mais presente. O idealismo romântico e os ecos da escravidão que ainda alimentam nossa sociedade exigem tal compromisso do parceiro. 

Comentem-se crimes; pessoas desistem da vida, pois o “objeto” amado teve olhos para outro (a) .

A única questão relevante sobre o tema deveria ser se há acordo ou não entre as partes envolvidas sobre a liberdade da relação.

Diferente de fidelidade, que significa na cabeça das pessoas exclusividade sexual, a lealdade é mais abrangente e denota parceria evolutiva. Crescimento nas diferenças.

Em última instância, um espírito é livre. Um coração encantado não respeita fronteiras, baterá em descompasso quando assim sentir que deve. Uma mente extasiada com a afinidade intelectual que encontra em outra entrará em looping. Silenciosamente, sem que ninguém fique sabendo.

A Teoria do Caos demonstra: O inevitável acontece. E nisso reside o milagre. Uma Centelha Divina se expressando em amor, em afinidade. Quem teima em ter o controle e sofre por isso é o ego, a arrogante criatura que tenta dominar o criador.

O amor com A maiúsculo é inclusivo. Quem ama com essa qualidade passa a amar todo aquele que traz alegria e crescimento à pessoa amada. Dizer que isso é difícil é fácil ...

Aceitemos ou não, estamos caminhando a passos lentos porém firmes para um futuro em que “quem dá um doce a quem amo, adoça minha vida.”

Como disse Morpheus: “ A questão não é se vai ou não acontecer e sim, uma questão de tempo.“