terça-feira, 15 de setembro de 2015

Onde está seu pensamento?



Onde está seu pensamento?

A ansiedade é um mecanismo de defesa da mente que se manifesta como um sentimento incômodo em relação ao futuro. Ela aponta para uma situação que tem o potencial de causar medo como, por exemplo, realizar uma prova, passar por uma entrevista de emprego ou falar em público. Neste aspecto é algo positivo, pois permite que a pessoa se prepare com antecedência para tais ocasiões. 

Por outro lado, a ansiedade pode caracterizar uma doença quando se torna intensa e duradoura, atrapalhando as atividades normais do cotidiano. Nestes casos é acompanhada de sintomas psíquicos (preocupação com as mínimas coisas, medo exagerado e inquietação excessiva) e físicos (dor de cabeça, falta de ar, dores no peito, palpitações, insônia e suor excessivo). 

O ritmo de vida moderno com as inúmeras atividades diárias, a luta contra o relógio e o excesso de informação trazida pelos meios eletrônicos estão entre os fatores agravantes desta verdadeira epidemia que atinge adultos e crianças, indiscriminadamente.

Contudo, devemos atentar para aspectos mais profundos da questão. A causa real da ansiedade é o hábito mental de não permanecer no agora.

Onde está seu pensamento agora, enquanto lê este texto? Está nas palavras ou já numa crítica ao que lê? Já começou a pensar no que vai fazer daqui a pouco? No final de semana? Nas próximas férias? Preste atenção como uma simples leitura pode levar sua atenção para outros lugares. Quantas pessoas nem chegarão a ler até o final de tanta ansiedade por novos conteúdos nas redes sociais?

Quando a mente vive no passado, que é uma memória, ou no futuro, que não passa de uma projeção do agora, perde-se energia vital e o poder pessoal.

Lembre: nada acontece fora do agora. Só no momento presente é possível mudar algo. Podemos alterar o passado, dando (agora) um novo significado a ele. Podemos criar um belo futuro se nossa consciência estiver o tempo todo atenta ao que é (agora). O próprio futuro, no qual erroneamente colocamos todas as nossas fichas, chegará vestido de agora. E como vamos reconhecê-lo e desfrutá-lo se nunca estamos no presente? 

A melhor maneira de acessar o presente é a meditação, uma técnica para acalmar os pensamentos. No início é preciso disciplina, pois a mente se recusa a perder o controle. Dez minutos sentados, sem fazer nada, pode ser uma tortura para algumas pessoas. E são essas as que mais precisam parar.

É importante entender que a meditação não é mais uma coisa para se fazer durante o dia. Pelo contrário, é um período reservado para apenas existir, sem fazer ou buscar nada. Se não paramos, a vida nos para através de uma doença limitante. A vida, em sua infinita inteligência, usa de todos os recursos para que voltemos aos trilhos do ser.

Depois de algum tempo, a meditação passa a ser um modo de ser e estar no mundo. Tornamos-nos atentos, criativos e até mais produtivos, já que o estado meditativo é a ponte que nos une à nossa parte mais sábia e à Fonte de toda saúde, abundância e criatividade. Deixamos de ser zumbis fazendo coisas, para nos tornamos realmente vivos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Piloto automático



Piloto automático

O ser humano cria hábitos ao longo da vida que facilitam seu cotidiano. Durante o banho lava as partes do corpo sempre na mesma ordem. Enquanto isso pode pensar no que vai comer no jantar. Ao conduzir um automóvel não precisa pensar no que suas mãos e pés executam. Pode falar, ouvir música e cantar ao mesmo tempo em que se dirige ao seu destino.

Esses automatismos naturais podem ser úteis para aliviar o cérebro, facilitar algumas tarefas e ganhar tempo, mas podem se tornar um problema quando queremos abandonar comportamentos indesejados e destrutivos como comer doces em excesso, fumar, usar drogas ou até mesmo reclamar da vida. Tente não julgar nada ou ninguém durante 24 horas e sentirá a força de um dos mais arraigados hábitos que a humanidade adquiriu.

Noutras vezes queremos adquirir um hábito saudável como praticar exercícios, meditar ou ser mais compassivos, mas desistimos nas primeiras tentativas fracassadas. Será que somos vítimas de nossos comportamentos condicionados? Estamos condenados a sempre gastar mais do que ganhamos, a nos envolver em relacionamentos dolorosos, a criticar o comportamento alheio?

Quando entendemos como os hábitos são criados e eliminados, tudo fica mais fácil.

A neurociência comprova o que já sabemos de longa data: hábitos são fáceis de se criar e difíceis (mas não impossíveis) de se romper. Sempre que repetimos um comportamento, ele se fixa em circuitos especiais no cérebro, particularmente no corpo estriado. Quanto mais o repetimos, mais automático fica. No entanto, outra parte do cérebro, o neocórtex, monitora o hábito. O neocórtex é a parte mais recente e desenvolvida do cérebro, responsável pelo planejamento, pelos pensamentos abstratos e pela razão. A sede do “penso, logo existo” de Descartes. Ele nos auxilia a crescer como seres humanos, mudar aquilo que desejamos e viver a vida da maneira que decidimos.

Mesmo que os hábitos pareçam automáticos, estão sob controle continuo do neocórtex. Podemos criticar as pessoas aparentemente sem pensar, mas isso é uma ilusão, pois há um sistema de vigilância da parte pensante do cérebro constantemente operando. Em algum nível, nós decidimos o tempo todo. Estamos no controle de nossos hábitos e de nossas vidas.

Para termos maior domínio de nossas ações basta permanecermos atentos ao momento presente, que é o nosso ponto de poder. Se agora, neste instante, você parar, pensar e optar em aceitar em vez de criticar, em confiar em vez de temer, em amar em vez de odiar, seu cérebro vai responder a esses estímulos. Cada vez que fizer isso, o caminho é reforçado. Se optar em fazer boas escolhas nos sucessivos “agoras”, mais fortes serão suas conexões neurais para o amor, para a aceitação e para o perdão. Repetidas de forma consistente, as boas escolhas se tornam o caminho de menor resistência para a saúde física, mental e espiritual.

O cérebro, essa maravilhosa ferramenta que a alma utiliza para se expressar e ter experiências evolutivas, está a nosso favor. Pode ser modelado para criar uma nova vida. Basta sair do piloto automático.



terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sobre a Cura




A cura é um assunto bastante polêmico hoje em dia, assim como o amor ou Deus. Algo que é completamente natural nos seres vivos se tornou um verdadeiro tabu, por causa da percepção distorcida que se tem sobre ela.

Legalmente, só os profissionais de saúde estão capacitados a falar sobre o tema, sempre em concordância com a ciência oficial e os órgãos regulamentadores. Excetuando esses profissionais, se alguém proclamar que conhece ou aplica qualquer método de cura será considerado um charlatão e poderá ter sérios problemas legais. 

Portanto, vou me valer do fato de ser médica e abordarei esse tema muitas e muitas vezes. Só que darei uma visão expandida da questão, levando em consideração a Medicina Tradicional Chinesa, outras terapias complementares e principalmente os estudos sobre a consciência e espiritualidade.

É urgente que o maior número de pessoas tenha contato com essas ideias, para que se apoderem da sabedoria hoje perdida de como desfrutar de saúde plena.

Quando alguém se sente doente ou recebe um diagnóstico médico qualquer, costuma questionar sobre as causas da sua moléstia. Surgem as famosas perguntas: “Como peguei isso”? “Quem vai me curar disso”? “Quando serei curado”?

Essas indagações refletem uma visão de mundo materialista e cartesiana, que vigora há mais de trezentos anos e que é a maior responsável pelo número assustador de doentes no mundo.

A grande maioria das pessoas entende a doença como sendo o resultado de algo externo a elas, como, por exemplo, os micróbios, os alimentos ou a mudança de clima.

Outros atribuem seus males à genética, que seria um fantasma herdado dos pais do qual não se tem escapatória. 

As doenças ganharam identidade própria quando foram batizadas pela medicina. Falamos, então, “do diabetes”, “do câncer”, “do infarto” como se fossem alienígenas invasores dos nossos corpos e que, da mesma forma, devem ser extirpados por alguém.

Essa visão torna a sociedade a cada dia mais doente, pois isenta o ser humano da responsabilidade sobre a própria saúde. O doente se sente como vítima da doença e desativa o seu poder natural de autocura que pode auxiliar em muito as terapias convencionais.

O corpo e a mente não estão separados como se pensa. Estão totalmente integrados e a este complexo chamamos sistema corpomente. Este, por sua vez, possui um sistema natural de autorregulação que se encarrega de nos manter saudáveis. Por essa razão, um corte na pele cicatriza espontaneamente, um resfriado ou uma diarreia se resolvem sem medicamentos. 

Há uma inteligência que ordena esses processos de cura e ela se chama informação. Cada célula do corpo contém toda a informação que precisa para se reparar, porque contém toda a informação do Universo em si, de maneira holográfica. Hologramas são imagens tridimensionais obtidas por interferência de raios laser. Os hologramas possuem uma característica única: cada parte deles possui a informação do todo. Assim, um pequeno pedaço de um holograma tem informações da imagem do mesmo holograma completo. 

Se a saúde não é uma coisa que precisemos buscar, já que é nosso estado natural, então, por que há tantas pessoas doentes? Porque os seres humanos estão na contramão da sua própria Natureza, da sua essência. A resposta parece óbvia, mas nem sempre é entendida ou aceita. 

Quem compreender profundamente o que está sendo dito aqui e se permitir viver essa experiência, estará dando os primeiros passos para a construção de uma nova realidade de saúde plena. 

A medicina ocidental vê o ser humano como resultado de processos meramente químicos e biológicos. É como se fôssemos máquinas que se comportam de forma pré-determinada, assim como relógios que, quando defeituosos, devem ter suas peças reparadas ou trocadas. Essa visão propiciou os avanços médicos que dispomos hoje como medicamentos, cirurgias, transplantes, vacinas, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia.

Mesmo com todo esse arsenal, as doenças crônicas físicas ou mentais estão ganhando terreno. 

As causas das doenças segundo a medicina oficial são: dieta inadequada, o sedentarismo, a genética, e a exposição a substâncias e radiações tóxicas.

Já a milenar Medicina Oriental trata o ser humano de uma forma mais holística, considerando as emoções e o espírito (ou a consciência) como fatores tão importantes ou mais que os físicos.

Por sua vez, a nova visão de mundo que está surgindo com a Física Quântica considera a consciência como fator essencial para se entender o funcionamento do Universo. O que as tradições filosóficas e espirituais vinham apontando há milênios, agora pode ser explicado pela ciência.

Espiritualidade e ciência convergem para o fato de que a consciência (ou espírito) é a base de tudo o que há, incluindo a matéria e , por conseguinte , o nosso corpo. 

Sendo assim, o adoecer e o curar é mais uma questão relativa ao grau de consciência que o ser apresenta - aspectos mentais, emocionais e espirituais – do que propriamente de fatores externos a ele.


Continua.

Direitos Autorais: Copyright © Dra. Mabel Cristina Dias. Todos os direitos reservados. 

Você pode copiar e redistribuir este material contanto que não o altere de nenhuma forma, que o conteúdo permaneça completo e inclua esta nota de direito e o link: www.doutoramabelcristinadias.blogspot.com


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Proposta



A proposta do trabalho que agora desenvolvo é promover a saúde. 

Mas, o que é saúde? 

Numa antiga definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde era considerada a ausência de enfermidade. Isso significava que uma pessoa, para ser considerada saudável, bastaria não estar doente. Talvez essa seja a ideia que a maioria faz sobre a questão também. 

Mas as coisas mudaram um pouco. Depois da Segunda Guerra Mundial a percepção sobre o tema saúde se ampliou. A definição da OMS foi alterada para “o estado de bem-estar físico, mental e social do indivíduo”. 

Portanto, para promover a saúde, terei de falar de BEM-ESTAR. 

Então, fica combinado assim: baterei nesta tecla (bem-estar) até que entendam que esta deverá ser a principal busca de quem deseja ser saudável em todas as áreas da vida: física, mental, espiritual, financeira e social. 

Vai ser estimulante voltarmos nossa atenção para algo que parece tão longe hoje em dia. Temos um longo e feliz caminho pela frente, em que reconhecermos aquilo que nos adoece e que devemos deixar para trás caso queiramos desfrutar de todo o potencial que carregamos como seres humano e divinos. 

De vez em quando terei de falar (um pouco) sobre doenças, maus hábitos ou coisas que pareçam negativas, mas o intuito não é estimular medo, preocupações ou muito menos culpa. Estes sentimentos só nos adoecem! 

Pelo contrário, proponho ampliar a sua percepção até o ponto que resgate seu poder de cura natural através da expansão da consciência, se assim você quiser. 

Isto significa que, juntos, vamos relembrar quem somos o que viemos fazer nesta dimensão, neste lindo planeta que agora é o nosso lar temporário. Vamos nos curar em todos os sentidos e disseminar essa cura por toda a Terra. Não seria ótimo? 

Sim, tudo isso é possível. Podemos ser agentes de vida, saúde, prosperidade e consciência. Basta desejarmos, como falei no artigo anterior. Desejo e ação unificadas com a Fonte criam mundos. 

Vamos, a partir de hoje e sempre, focar na coisa mais importante para a criação e a recuperação da saúde: o nosso bem-estar. 

Veremos como nas próximas postagens. 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Desejos


Somos um poço-sem-fundo de desejos.
Calma, isso é ótimo!
E não poderia ser de outra forma.
Estamos cravados na realidade tridimensional que nos oferece, a cada instante, um magnífico banquete com todos os tipos de experiências possíveis. No cardápio da vida elas estão à nossa escolha. 
Existem as maravilhosas, as boas, as neutras, as ruins e as desastrosas.
Todos querem as primeiras, se estiverem no seu juízo perfeito.
Mas é preciso especificar  o que queremos vivenciar para que nosso pedido seja servido em grande estilo.
Desejar é uma arte.O desejo é a base de tudo.
Sem ele não há experiência e nem tampouco evolução.
Não pense que aquilo que você não deseja não seja também um desejo.
Esse costuma acontecer ainda mais rápido!

Imagine um lugar onde ninguém queira nada. Lá reina a estagnação e a morte.
O desejo é a mola- mestra desse mundo.
É preciso desejar com vontade, sem culpa, sem medo.
Desejar não desejar já é um desejo!
Não temos para onde correr.
Todos os nossos desejos, sejam eles quais forem, dos mais simplórios aos mais inconfessáveis têm uma única meta: nos aproximar da Felicidade. A Felicidade é um estado de ser em que a Alegria e o Amor são os governantes, nossa linha direta com a Fonte (Deus, Tudo-O-Que-Há, Vácuo Quântico...)
Aí se encontra o grande drama da humanidade. 
A esmagadora maioria das pessoas não obtém o que deseja, sejam  bens materiais, relacionamentos gratificantes, empregos de qualidade, saúde perfeita ou mesmo a iluminação espiritual.
Desejos frustrados , repetidamente, nos levam a deixar de desejar, de sonhar, de realizar, de viver, de evoluir.
Tenho uma vasta experiência adquirida em quase trinta anos de atendimentos na área da saúde ( ou será área da doença ?)
Todos que me procuraram para tratar seus males físicos tinham uma história semelhante : não estavam tendo a vida que gostariam.
Desejos frustrados, ao longo do tempo, geram poderosas emoções destrutivas como medo, raiva, ansiedade, preocupação e tristeza que provocam desarmonia energética, funcional e orgânica.
Quando percebi isso, parei de procurar moléstias e foquei minha atenção na fonte da saúde.
Não há remédio mais certeiro que a realização de nossos desejos, um a um, de forma ininterrupta e grandiosa.
Imagine-se, agora, tendo um desejo seu realizado, aquele que vem em primeiro lugar na sua lista. Feche os olhos e mergulhe na sensação inebriante que inunda seu corpo. Fique assim por alguns segundos.Se conseguisse manter este estado de ser durante todo o dia, sua vida seria muito diferente. Posso garantir.
Sempre que obtemos aquilo que desejamos, imediatamente passamos a desejar algo novo, que por sua vez mobiliza e impulsiona o Universo.
Veja a fórmula:  Desejar + crer + permitir  = criar. O primeiro fator da equação é o desejo. Falaremos dela em outras ocasiões.
Somos cocriadores, saibamos disso ou não. Aceitemos isso ou não.
Para termos resultados melhores em nossas vidas só está faltando aprendermos o jeitinho certo de construir nossa realidade.
A "coisa" é tão simples que chega a ser engraçada...
No dia em que descobri ou relembrei (como queiram)como a "coisa" funcionava dei muita risada.
Tive de parar de rir um dia para não espantar as pessoas ao meu redor, mas por dentro sorrio feito Buda. O tempo todo .
Criei esse blog para contar as coisas que descobri no caminho e que me permitiram ser uma cocriadora mais eficiente da minha própria realidade.
Não sou dona da Verdade, apenas da minha versão dela.
São as minhas pérolas que divido com aqueles que desejarem, a partir de hoje.
E por falar em desejo, neste instante, eu desejo que você embarque numa viagem magnífica que nunca termina , rumo a uma versão mais expandida de você e que possa desfrutar de tudo aquilo que sempre quis. A cada dia mais, sem fim. 

Mabel

Quem sou?

Quem sou

Eu sou Mabel Cristina Dias. Nasci em Porto Alegre, em 14 de dezembro de 1961.

Tive uma infância tranquila na qual recebi muito amor e incentivo. Gostava de aprender sobre tudo e desde menina já era fascinada pelos livros.

Lia sobre assuntos variados com muita curiosidade, desde as obras dos mestres da literatura até enciclopédias, biografias, livros de história geral, filosofia, enfim, tudo o que pudesse amenizar a inesgotável sede de conhecimento. 

Graduei-me em Medicina na gloriosa Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em 1986. Fiz residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e especialização em Acupuntura Médica pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura.

Durante os anos de prática clínica atendi milhares de pessoas com os mais diversos tipos de doenças. Constatei que o ser humano adoece e sofre porque não está desperto para uma realidade que ainda lhe foge aos sentidos, mas que é mais real do que tudo. 

Tal constatação me fez buscar novas formas de tratamento para os males humanos. Estudei e apliquei terapias diferentes, dentre elas a naturopatia e a medicina tradicional chinesa, mas sempre me deparava com a mesma questão: a da Consciência. Técnicas terapêuticas podem ser efetivas, mas seus resultados só serão duradouros se houver uma verdadeira transformação na consciência do indivíduo.

Trilhei caminhos alternativos em busca das respostas ao sofrimento humano. Busquei o autoconhecimento com a mesma determinação que tenho em relação ao conhecimento geral. 

Sentia necessidade de resgatar o meu poder pessoal e minha conexão com a Totalidade para que pudesse, em primeiro lugar, ajudar a mim mesma, para depois ajudar as outras pessoas. Passei a estudar os ensinamentos dos grandes iluminados, a essência das principais religiões, filosofia, metafísica, e tudo o que pudesse me trazer uma compreensão mais profunda sobre a alma humana e a natureza da realidade.

A teoria não me satisfez. Faltava-me a vivência de tudo isso. Sem ela, todo o conhecimento parecia estéril e vazio. Quis descobrir minha própria verdade.

A partir de 2001 uma porta se abriu para que o sagrado entrasse em minha vida. Iniciei uma jornada consciente em busca da intuição, disciplina espiritual e visão expandida da vida. 

Nos últimos quinze anos fui iniciada em algumas tradições, participei de inúmeras aulas, rituais e vivências que me lapidaram como um ser humano integral. Esse caminho me proporcionou vivenciar o equilíbrio entre razão e emoção, matéria e espírito, humano e divino. E mais do que isso, reacendeu meu propósito de vida: colaborar no processo de despertar da humanidade para uma nova realidade que vem se revelando a cada dia.

Em paralelo, continuei pesquisando diversas áreas do saber como Nutrição, Yoga, Meditação, Programação Neurolinguística, Psicologia, Medicina Energética e Informacional, Mecânica Quântica, Espiritualidade, Consciência e Criação da Realidade.

Após toda essa pesquisa cheguei a um denominador comum: a Consciência é a base de tudo, o princípio criador e unificador que nos conecta a todos os outros seres e coisas. O fundamento de uma vida abundante e cheia de significado.

Somos ondas de um oceano infinito de pura potencialidade, conectados na origem, mas munidos de individualidade e autoexpressão. Somos inteiramente capazes de criar toda saúde, alegria, prosperidade e realização em nossas vidas porque somos parte da Fonte criadora de universos. Mas é preciso que cada um relembre como acessar esse poder que já habita em si de forma latente. Assim resgataremos o nosso lugar ao sol, como indivíduos e como sociedade.

É aqui onde me encaixo na trama da Vida. Todo o conhecimento e vivência acumulados em minha jornada serão agora compartilhados com aqueles que anseiam relembrar como se cria uma vida mais saudável em todos os aspectos - físico, financeiro, mental, emocional e espiritual.

Somos estrelas com saudade de brilhar.